T. 62 Cultura Gaúcha

    A Salamanca do Jarau é uma das lendas mais famosas do folclore do Rio Grande do Sul. Ela mistura elementos das culturas indígena (guarani), africana, moura e europeia para explicar a misteriosa formação do Cerro do Jarau, localizado no município de Quaraí, na fronteira com o Uruguai. O conto foi imortalizado na literatura brasileira pelo escritor João Simões Lopes Neto em seu livro "Lendas do Sul" (1913)


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Cada grupo vai pesquisar, resumir, escrever uma parte da lenda e ilustrar um cartaz.


Grupo 1: a salamanca.
Pesquisar imagem e desenhar.
Explicar o que é uma salamanca e o que ela fazia.


Grupo 2: a princesa.
Pesquisar imagem e desenhar.
Como surgiu a princesa.


Grupo 3: a igreja/missões.
Pesquisar imagem e desenhar.
Onde acontece parte da lenda.


Grupo 4: o cerro do Jarau.
Pesquisar imagem e desenhar.
Explicar o que é.


Grupo 5: o ouro/tesouro.
Pesquisar imagem e desenhar.
Como encontrar o tesouro.



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Roteiro Teatral Infantil: A Lagartixa (Salamanca) do Jarau.

Rascunho

ATO I: O Mistério do lago.


NARRADOR:  A Salamanca do Jarau é uma das lendas mais famosas do Rio Grande do Sul. Ela fala sobre uma criatura misteriosa que se transforma em princesa, e que cuida de um tesouro que está escondido no Cerro do Jarau.

[Léo está sentado, jogando pedrinhas na água e sorrindo. Seus amigos da vila correm ao redor brincando de pega-pega]

CRIANÇA 1 — Léo! Venha brincar com a gente!
LÉO — Já vou, pessoal! Só estou olhando os peixinhos. Olha como a água está calma hoje!
CRIANÇA 2 — Olha lá, Léo! A água está cheia de bolhas! 
LÉO — (Olhos bem abertos, apontando) Puxa vida! Olhem! É uma Salamanca.
Criança 3: O que é uma Salamanca?
Criança 4 - É um tipo de lagartixa que protege um tesouro escondido.
LÉO — Não tenham medo, amigos! Ela parece boazinha. Vou cuidar dela com muito carinho.
[Léo pega seu lenço, aproxima-se fazendo graça e "captura" a lagartixa com cuidado]]
LÉO — Vou levar você para a igrejinha. Lá você ficará segura.


ATO II: A Mágica

NARRADOR:

LÉO — Pronto! Aqui você está segura. Deve estar com fome... Vou te dar algo para comer.
[As luzes piscam em cores coloridas (rosa, azul e amarelo). A Princesa Adélia surge com um lindo vestido brilhante e uma coroa.]
LÉO — (Dá um pulo de susto). Você virou uma princesa!
PRINCESA ADÉLIA — (Rindo e rodopiando) Olá, Léo! Obrigada pela comida! Eu sou a Princesa Adélia. Uma bruxa me transformou em lagartixa, e eu só podia virar gente de novo se alguém cuidasse de mim e me desse comida.
[A casa ganha luzes coloridas de festa infantil, com estrelas projetadas nas paredes.]
PRINCESA ADÉLIA — Agora, nós somos melhores amigos! Todas as noites vamos inventar as melhores brincadeiras do mundo!
LÉO — Viva! Podemos brincar de cabana, de mímica e contar histórias de castelos!


ATO III: A Bagunça na Igrejinha

NARRADOR: Léo está varrendo o chão, mas está com muito sono, porque passou a noite inteira brincando.

MATEUS — (Entra com um espanador, olhando para Léo) Ih, Léo! Você está quase dormindo em pé! Esqueceu de colocar as flores no vaso e trocou o balde de lugar! O que está acontecendo?
LÉO — (Bocejando) Ai, Mateus... É que minhas noites estão cheias de magia e brincadeiras!
[A luz muda para o anoitecer. A Princesa Adélia aparece pulando corda.]
PRINCESA ADÉLIA — Léo! Brincar dá uma sede danada! O que tem de gostoso para beber aqui?
LÉO — Eu tenho o suco de uva mais delicioso da região, que o Padre Gentil guarda para os dias de festa! Vamos tomar só um pouquinho.

[Eles pegam copinhos coloridos e começam a beber o suco, rindo, fazendo bigodes de suco de uva e jogando almofadas para o alto. Eles fazem tanta bagunça que acabam dormindo no chão, no meio dos brinquedos espalhados.]


ATO IV: Ih, fomos pegos!

NARRADOR: Léo está dormindo no chão da Igrejinha. A princesa Adélia acorda, ouve um barulho e se esconde. O Padre Gentil entra, seguido por Mateus e pelas crianças da Vila. Ele olha para o chão cheio de brinquedos e copos de suco virados.

PADRE GENTIL — (Com as mãos na cintura, fingindo estar bravo) Mas o que significa toda essa bagunça no meio da igrejinha? Copos de suco no chão? Brinquedos espalhados? Léo, acorde!
LÉO — (Acorda assustado) Ops... Olá, Padre Gentil…
MATEUS — Eu avisei, Padre! O Léo estava escondendo um segredo muito divertido aqui!
CRIANÇA 1 — Tem cheirinho de suco de uva no ar!
PADRE GENTIL — Léo, você sabe que precisamos deixar tudo limpinho e organizado. Quem te ajudou a fazer essa bagunça? Conte para nós!
LÉO — (Fica em silêncio, balançando a cabeça) Não posso contar, Padre... Se eu contar, minha nova amiga pode ir embora e o feitiço volta.
PADRE GENTIL — Ora, se não vai contar, vai ter que limpar tudo sozinho e pensar no que fez!


ATO V: A Grande Aventura para o Jarau.

NARRADOR: depois de limpar tudo, Léo fica triste, porque a princesa não está ali.


LÉO — Puxa, o Padre Gentil ficou chateado comigo... Acho que nunca mais vou ver a Princesa Lagartixa.
PRINCESA ADÉLIA — (Reaparece, ela estava escondida fora da igrejinha) Eu estou aqui! Venha, Léo! Vamos correr para o Cerro do Jarau! Lá é muito lindo e tem um tesouro escondido!
LÉO — (Sorrindo e largando a vassoura) Tchau, Padre Gentil! Tchau, pessoal! Vou viver uma grande aventura!
[Léo e a Princesa dão as mãos, dão um salto alegre e correm]

NARRADOR: Léo e a Princesa chegam no lugar indicado pela princesa e lá encontram um pote de ouro e jóias.

PRINCESA ADÉLIA - Olha que tesouro lindo!
LÉO — O que vamos fazer com ele?
PRINCESA ADÉLIA - Não sei. Vamos pensar.
[Léo e a Princesa olham um para o outro pensando…]
LÉO — Não preciso de um tesouro para ser feliz. Já sou feliz brincando com você e com nossos amigos. O que você acha?
PRINCESA ADÉLIA - Eu concordo! Já sou feliz com vocês. Então vamos esconder o pote de ouro e voltar para casa.

[Léo e a Princesa voltam para casa e contam sua aventura para os amigos]

PADRE GENTIL — Olhem. Eles voltaram!
MULTIDÃO DE CRIANÇAS — Contem o que vocês fizeram. Queremos saber.

[Léo e a Princesa começam a contar a aventura que tiveram]

[As cortinas se fecham.]

NARRADOR: E assim, todos descobriram o maior segredo de todos: ninguém precisa de um pote cheio de ouro para ser feliz! A verdadeira riqueza não se compra; ela está nas brincadeiras, no respeito às diferenças, e na boa convivência entre as pessoas!

[FIM]

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